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- Lula abre Assembleia Geral da ONU com apelo contra desigualdade e defesa da democracia
A abertura geral da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas ocorreu nesta terça-feira (23). Por João Lucas Duarte — rpi webtv Reprodução: Mike Seggar/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta terça-feira (23), a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Como ocorre desde 1955, coube ao Brasil inaugurar os discursos dos chefes de Estado, em uma sessão que marca os 80 anos da fundação da ONU. Em sua fala, Lula reafirmou a defesa do multilateralismo e criticou medidas unilaterais que, segundo ele, enfraquecem a democracia e a cooperação internacional. O presidente destacou que o maior desafio da humanidade segue sendo o combate à desigualdade social. “A pobreza é tão inimiga da democracia e da paz quanto os extremismos políticos”, afirmou. Ele também destacou o combate à fome como prioridade global e pediu mais esforços coletivos para garantir segurança alimentar. Lula, defendeu a redução de gastos com guerras e o aumento do investimento em inclusão social, além do alívio da dívida externa dos países pobres, sobretudo africanos. Outro ponto abordado foi a defesa da autonomia das instituições brasileiras, em referência aos ataques contra o sistema judiciário e a democracia no país. Lula exaltou a atuação do Supremo Tribunal Federal nos julgamentos sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito e afirmou: “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”. No campo internacional, o presidente pediu o fortalecimento da ONU e a ampliação da participação de países com poder de voto nas grandes decisões. Criticou o enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio e a proliferação de medidas unilaterais que, segundo ele, desorganizam cadeias globais de valor. Lula ainda abordou os principais conflitos internacionais. Sobre Gaza, afirmou que o povo palestino “corre o risco de desaparecer” e defendeu a criação de um Estado independente. A abertura da Assembleia foi acompanhada de perto por líderes mundiais. Entre eles, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assistiu ao discurso e, em seguida, encontrou brevemente Lula. Trump chamou o brasileiro de “um cara legal” e disse que os dois devem se reunir na próxima semana. Foi o primeiro contato entre os dois desde que reassumiram seus mandatos. Com 193 países-membros, a ONU completa 80 anos sob o lema “Melhor juntos: 80 anos e mais para paz, desenvolvimento e direitos humanos”. O discurso de Lula reforçou o papel histórico do Brasil na defesa do diálogo e do combate às desigualdades, temas que marcaram a estreia do presidente na abertura da Assembleia em 2003 e continuam no centro de sua agenda internacional em 2025.
- Reunião de Trump e Putin termina sem acordo
O encontro dos dois presidentes ocorreu em Anchorage, no Alasca. Por Luan Nicola — rpi webtv Reprodução: Reuters O encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o russo Vladimir Putin ocorreu nesta sexta-feira (15) em Anchorage, no Alasca. A reunião terminou sem um acordo sobre a guerra na Ucrânia. Os líderes se encontraram nas instalações norte-americanas de Elmendorf-Richardson. Com um aperto de mão caloroso, Trump recebeu Putin sobre um tapete vermelho. Na saída para a reunião, ambos foram na mesma limusine presidencial norte-americana. O encontro durou cerca de duas horas. Pelo lado norte-americano, o Secretário de Estado Marco Rubio acompanhou Trump; pelo lado russo, esteve presente o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. Reprodução: Reuters Durante o pronunciamento à imprensa, ambos trocaram elogios. Putin afirmou que conversaram sobre parcerias comerciais: "A parceria de investimento entre Rússia e Estados Unidos tem enorme potencial. Esperamos que a Ucrânia e a Europa não tentem sabotar as negociações. Esperamos que os acordos de hoje sirvam de ponto de partida para a restauração das relações entre nossos países". Trump, por sua vez, destacou que ainda não há um acordo de cessar-fogo, mas considerou a reunião “muito produtiva” – “na maioria dos pontos”. Nenhum dos líderes respondeu às perguntas da imprensa. Ao final da coletiva, o presidente Putin disse, em inglês, que a próxima reunião seria em Moscou: “Próxima vez em Moscou”.
- “Ainda Estou Aqui”: A memória da Ditadura Militar no Brasil
Por Ana Domingues — rpi webtv Protagonista no cinema nacional, todo brasileiro já escutou falar do sucesso de “Ainda Estou Aqui” . Mas o que afinal faz deste filme tão importante para o país e para nossa história? Bom, como primeiro foco na raiz de todo o enredo, o povo brasileiro em si tem poucas fontes e relatos de vivências de uma das épocas mais sombrias de nossa história. Inclusive há quem diga que ela nem mesmo existiu. A Ditadura Brasileira tem diversos responsáveis, lados obscuros e consequências. Porém só é possível contar a história de Eunice Paiva e toda sua família com a Lei de Acesso à Informação, assinado em 2011, pela até então Presidente da República Dilma Rousseff, que foi também uma das vítimas da ditadura militar. Com financiamento privado de Walter Salles e Globoplay a adaptação do livro, de mesmo nome, escrito por Marcelo Paiva conquistou o público desde o primeiro teaser. Cenas cativantes, elenco talentoso, é possível sentir a dor de cada personagem ao longo da trama. Cativando não somente o público, mas por diversos críticos, o longa metragem brasileiro conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza sendo aplaudido por 11 (ONZE) minutos ininterruptos; foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro sendo desbancado por Emília Perez e proporcionou a atriz principal, Fernanda Torres, o prêmio de Melhor Atriz de Drama na mesma premiação. Recordes já foram quebrados apenas com a indicação para o Globo de Ouro, porém como para o brasileiro nada é mais importante que o Brasil conquistar grandes feitos, queríamos uma indicação ao Oscar, afinal conseguimos o Globo de Ouro, o que custa sonhar um pouco mais? Fernanda Torres conquistou o Globo de Ouro e as chances para uma indicação ao Oscar aumentaram, junto às expectativas foram criadas ao redor do país, não do mundo! Através das redes sociais foi possível ver diversos latinos torcendo para uma indicação do filme, bom sonhar é de graça, mas a vida presta o suficiente para que o longa fosse indicado a 3 (TRÊS) categorias da maior premiação do cinema. Comparando com futebol, é o Brasil chegando em uma final de copa do mundo novamente. Na música? Um artista brasileiro foi indicado ao Grammy. Enfim, acho que deu para entender né? O retrato de uma época tão sombria da história brasileira conseguir alcançar tantas pessoas ao redor do mundo, coloca nosso país em um patamar inimaginável. Fernanda Torres pediu para que não torcemos como se fosse uma Copa do Mundo, difícil. Para o brasileiro, melhor que nossa cultura, é poder comemorar a vitória dos nossos. Para Rebecca Andrade era difícil desbancar Simone Biles, o brasileiro acreditou e se tornou realidade. Rayssa Leal brincou com os resultados por DUAS vezes no último ano e virou o jogo. Eu acredito que enquanto existir um brasileiro com fé em outro, existirá uma chance. A indicação ao Oscar trouxe uma visibilidade para um período que estava escondido e que fazem de tudo para que se mantenha assim, Walter Salles, Fernanda Torres, Selton Mello, Fernanda Montenegro e todos que participaram em cada detalhe deste filme, honraram não somente a vida e história de Rubens e Eunice Paiva, mas de cada um dos mortos e torturados pela ditadura militar. É necessário relembrar para que nunca se repita. Sem anistia.

